Que giro, voltámos. Se calhar ninguém entende, mas é como se recuperasse um velho amigo. E a minha lista de amigos não é muito extensa, por isso, é caso para comemorar.

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Lamento imenso, mas creio que a tua coruja se enganou. Não descontes nela, afinal de contas, está habituada a mim.
De qualquer forma, acho que mais do que um desperdício, é um pecado deixar uma carta por responder. Espero que não te importes de ler as minhas palavras, em vez das da tua correspondente.
Explica-me qual é o melhor uso que podes dar aos teus poderes? Aliás, explica-me por que deves dar o melhor uso aos teus poderes. São teus Albus, devias usá-los se quisesses e para o que quisesses. Limitar é enfraquecer.
Quanto à tua reserva, é do teu conhecimento que a considero uma qualidade excepcional. E a normalidade é subvalorizada por mim - algo que, claro, também sabes perfeitamente.
Felizmente, não tens realmente mais do que o apelido em comum com o teu irmão. É uma coisa curiosa que a genética não abençoe todos da mesma forma. Ou que não abençoe todos, simplesmente. Creio que a tua genética se desenvolveu por caminhos mais interessantes que a dele.
Tem em conta que herdaste não só o bom como o mau e que provéns de ramos sadios e ramos partidos. Tira o melhor proveito dos dois. Acho que devias começar a usar o teu legado para ajudar-te a conseguir aquilo que realmente queres. O que queres tu, Albus? O teu legado não tem de dar-te mais responsabilidade do que dá regalias. Vê: é esperado do filho de um rei que assuma o trono e abandone a moral pessoal em função da segurança nacional...mas, em contrapartida, o príncipe tem direito ao dinheiro, aos banquetes e ao entretenimento gratuito.
Penso conseguir ver essa negritude de que falas, embora a veja com outros olhos. Não estamos a observar a mesma cor. A mim parece-me que estás a tornar-te mais independente e isso só pode ser bom para a tua cabeça.
Não há certo e errado. Na verdade, esses dois conceitos têm significados diferentes, consoante o lado em que estiveres. Nada é fixo.
Estás, talvez, a experimentar e, se não conseguires encontrar o teu caminho, podes sempre utilizar um lumos para te guiar. Quanto à âncora, considera que o ser humano evoluiu de acordo com as suas necessidades e, se ainda estás vivo, podes desenvolver guelras, aprender a respirar debaixo de água.
Se precisares de ajuda, chama-me.

Cumprimentos cordiais,
Sebastian Blackwood

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Nathaniel respirou profundamente, antes de subir as escadas, dois degraus de cada vez. Quanto mais depressa falasse com ele, melhor...mas falar com ele era complicado quando as notícias que o traziam ali eram tudo, menos boas.
Parou junto ao rapaz, mas não o chamou.
Lucian levantou os olhos para a figura a seu lado. Era fácil reparar imediatamente na figura de Nate, um rapaz demasiado alto, demasiado entroncando e com um cabelo demasiado ruivo para não se notar à distância. No entanto, os seus olhos doces e habitualmente alegres encontravam-se mergulhados numa sombra de tristeza que se projectava desde as sobrancelhas franzidas até aos contornos dos lábios, torcidos para baixo.
A princípio, pensou que o cunhado estivesse chateado com a sua irmã. As discussões do casal eram frequentes e duravam sempre muito pouco, mas eles tinham os dois tendência para o drama.
- Senta-te aí, Nate. Aconteceu alguma coisa com a Rox?
- Não. - sentou-se ao lado dele e fixou o olhar num ponto em frente. - Não foi nada com a Rox.
O loiro endireitou as costas e na sua expressão surgiu um leve indício de preocupação.
- Então?
- Ahm, a Eve...foi a Eve.
Agora, Nathaniel tinha toda a sua atenção. Se o problema dizia respeito a Evelyn, Petran queria tomar conhecimento imediato.
- O que aconteceu, Rossi? - perguntou, num tom de voz era mais sério que o habitual.
- Eles levaram-na.
Lucian não precisava de perguntar "eles?" para saber a quem o outro se referia. Eles, os que se escondiam nas sombras do castelo, os que matavam muggleborns como ele e ameaçavam todas as pessoas que estivessem próximas dos que não eram "dignos" de estudar ali. E agora, tinham Eve.
- O que é que podemos fazer?
Havia sempre algo que podiam oferecer em troca.
- Nada. Não há condições, nem recompensa...eles não deixaram nem um pergaminho.
Os olhos profundamente negros de Lucian encheram-se de lágrimas que ele não estava preocupado em esconder. Abanou ligeiramente a cabeça numa negação, encarando ainda o ruivo a seu lado. Ele sabia o que significava quando não havia um pergaminho com indicações do que fazer e, de repente, perguntou-se até que ponto a culpa do destino de Evelyn não seria sua. Afastou as íris molhadas para a luz, a tempo de ver a figura do outro lado do corredor.

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não, não me esqueci nada que tenho uma fiiiiic.

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Pessoas, é com grande desespero que vos venho fazer este apelo. Passa-se o seguinte, eu sou administradora deste rpg, tenho personagens que amo do fundo do meu coração e plots maravilhosas, o problema é que o fórum entrou em hiatus e agora as players dispostas a voltar são muito poucas. Gente, por favor, há aí algum potterhead que queira entrar? E mesmo se não for fã de HP, é um rpg como os outros, com um pouco de fantasia, mas nada do outro mundo. A Yasmin não é fã e está a dar-se muito bem lá, só para vocês verem que uma coisa não condicionaria a outra. Eu postei um texto explicativo de como se joga rpg no meu blog antigo, mas estou disposta a responder a qualquer dúvida que vocês tivessem.
Por favor, por favor, se estiverem interessadas em entrar ou conhecerem alguém que pudesse estar, deixem comentário. Não custa nada pedir, acho eu, até porque isto é importante para mim - e qualquer pessoa que acompanhe a minha escrita percebe isso.
Obrigada.


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